
O som entra como se fosse uma droga injetável, passando por todos os caminhos que desconhecemos em nosso corpo, buscando cada célula e misturando todos nossos glóbulos brancos aos vermelhos, quebrando as plaquetas do nosso sentimento mais puro e encantando as retinas do nosso orgasmo mais simples.
Ele vem dançando no compasso da maresia, penetrando em cada abertura de nosso corpo ao ponto de nos deixarmos com os pés no ar que se mistura ao vento de um litoral. Quando pensamos em distanciamente, olhemos para o lado e percebemos que está mais perto ainda, porque o calor no pescoço é freqüente, o arrepio da lente de contato mostra a outra face que se encaixa na luz do nosso céu magenta.
Sorrimos juntos e pedimos pelo toque das mãos, um afeto na alma e um grito no ego.
LP.

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